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Há exatamente um ano, no dia 12 de janeiro de 2011, a Região Serrana do Rio de Janeiro sofria o maior desastre ambiental do Brasil, com aproximadamente 900 mortes oficiais registradas nos municípios de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

A Fundação Abrinq – Save the Children, em parceria com a CARE Brasil e a Comissão Europeia de Ajuda Humanitária e Proteção Civil, criou um Projeto de Resposta à Emergência protegendo, durante 6 meses, aproximadamente 250 crianças em abrigos com os Espaços Seguros e beneficiando aproximadamente 9.000 crianças e jovens com a doação de kits com materiais de primeira necessidade e kits escolares para estimular a volta às aulas nos três municípios mais afetados.

O Projeto foi um sucesso e contou com a participação e parceria das Secretarias de Educação que, em contrapartida, cederam professores e funcionários que foram treinados para coordenar e atuar nos Espaços Seguros e trabalhar na distribuição dos kits.

No meio do ano, em parceria com a CARE Brasil e a Comissão Europeia, a Fundação Abrinq – Save the Children iniciou um Projeto de Redução de Riscos de Desastres. O principal objetivo desta iniciativa é fortalecer as comunidades e autoridades locais com informações, técnicas e ferramentas que os auxiliem a prevenir e suavizar os efeitos dos desastres naturais. Neste cenário, a proposta é capacitar 125 jovens líderes e 15 professores na disseminação de práticas e de mensagens sobre redução de riscos de desastres. Ou seja, prepará-los melhor caso tenham que enfrentar situações semelhantes as que viveram em 2011.

Nas ações de capacitação, entre os temas trabalhados estão: identificação das ameaças e vulnerabilidades, bem como capacidades e recursos presentes nas comunidades escolares beneficiadas com o projeto; elaboração e organização de planos de ação e segurança escolar e introdução de temas sobre liderança circular, mobilização comunitária e de direitos de crianças e adolescentes.

Este projeto teve início em setembro de 2011 e será concluído em outubro de 2012. Até dezembro de 2011, foram treinados 94 estudantes e 10 professores destes três municípios. As ações de capacitação serão retomadas junto com o calendário escolar de 2012 quando será realizada a replicação de conhecimentos e práticas de preparação e prevenção para aproximadamente 1.600 jovens nos municípios de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo e será entregue o “Manual de Formação dos Jovens Líderes da Região Serrana”.

Um ano depois do desastre, os mesmos municípios, as mesmas comunidades, a mesma população já começam a enfrentar o período de chuvas fortes com um novo olhar, com mais informação, mais prevenção e principalmente maior poder de tomada de decisão e mobilização.

A Fundação Abrinq – Save the Children e seus parceiros são agentes facilitadores deste processo de mudança. Mas o desafio maior é dos gestores públicos destes municípios e da própria população.

* Por Rodrigo Xavier D’Almeida, técnico da área de Emergência da Fundação Abrinq – Save the Children

Por Ricardo Ferraz, repórter enviado para especial sobre infância para o Jornal da Cultura

Basta analisar as estatísticas oficiais para perceber que o Brasil avançou consideravelmente na proteção da infância. Embora o país esteja longe do ideal, não se pode desconsiderar o fato de a mortalidade de crianças com até um ano de idade ter caído 30,6% , entre 2000 e 2008 e de a subnutrição ter sido reduzida em 62% entre 2003 e 2008, fazendo com que o país alcançasse, antes do prazo previsto, uma das metas do milênio proposta pela ONU. Também é fácil reconhecer avanços na universalização do ensino (96% das crianças estão na escola) e na erradicação do trabalho infantil (diminuição de 19% nos casos de crianças trabalhando entre 2004 e 2009).

Quando deixei São Paulo rumo às regiões Norte e Nordeste para a realização de um especial para a TV Cultura sobre a infância no Brasil, esperava que esses avanços estivessem evidentes. De fato, é possível reconhecer que alguns programas governamentais, em especial o Bolsa Família, trouxeram melhorias para as famílias atendidas. No entanto, muitas de nossas mazelas ainda persistem por causa de um fator que não aparece nas estatísticas, nem é medido pelos órgãos oficiais: a falta de informação.

Na cidade de Cabrobó, interior de Pernambuco, em uma reserva indígena da tribo Truká, pude conhecer uma família com três crianças que não tinha nada além de um punhado de feijão para comer. Os pais e as crianças sobreviviam graças à ajuda da avó, aposentada, que lhes fornecia alguma comida. A família estava inscrita no Bolsa Família, mas recebia pouco mais de cem reais. Isso porque apenas um filho tinha Certidão de Nascimento. Sem a comprovação da existência de duas outras crianças, o recurso recebido era bem menor.

Na mesma tribo, os técnicos do Programa Criança com Todos os Seus Direitos, mantido pela Fundação Abrinq – Save the Children, identificaram crianças com anemia. A doença não se devia à falta de dinheiro para colocar comida na mesa, e sim a uma alimentação tomada por comida industrializada, de baixo valor nutricional. As mães pagavam mais caro para encher a geladeira de produtos anunciados na televisão, acreditando assim promover o melhor para seus filhos.

Em Ouricuri e Petrolina, também em Pernambuco, conheci mães que perderam seus filhos logo depois de nascer. Eram comuns histórias de mulheres que entraram em trabalho de parto, mas não receberam assistência médica adequada. O que chama a atenção é que elas preferiram dar ouvidos aos médicos e enfermeiros mal capacitados do que prestar atenção nos sinais do próprio corpo.

Em Juazeiro do Norte e Porteiras, no Ceará, pude conversar com pais de crianças que trabalhavam. Mais que uma necessidade de complementação da renda, tratava-se de uma questão cultural. Os pais acreditavam que as crianças, ao trabalharem, estavam “no caminho certo”.

Dizer que a solução para o problema da falta de informação passa pela educação é chover no molhado. Não necessariamente a educação formal, dos conteúdos que se aprendem na escola. O desafio é fazer as famílias saberem de seus direitos, transformando pais e mães em cidadãos. Se o Brasil quiser avançar de fato na proteção da infância, terá de investir nesse aspecto que não é medido em estatísticas, mas é fundamental para a transformação da realidade.

Confira o especial Crianças do Brasil, clique aqui.

Bater não educa

Não dá para banalizar a “palmadinha” como recurso de educação. Crescer ouviu pais e especialistas para traçar essa linha que separa o que pode-se imaginar como educativo da real agressão: é tão tênue que praticamente inexiste

Por Ricardo Ferraz

Albertina (nome fictício) perdeu as estribeiras quando viu a filha de 3 anos brigar com uma prima da mesma idade. Sem tentar conciliar o conflito, agarrou a criança pelo braço e saiu arrastando-a pela casa. O castigo aumentou quando Albertina percebeu que a menina havia feito xixi na calça. Passou então a dar palmadas nas pernas dela e a perguntar aos berros: “Por que você fez isso?”. Só parou quando a filha respondeu, apavorada: “Eu estava com medo, mamãe!”. A resposta desarmou a agressividade da mãe e transformou-a em dor, culpa, remorso e… raiva. Desta vez, de si própria. “Virei um monstro de quem minha filha tem medo. Sou o bicho-papão dela”, conta a auxiliar administrativa.
A atitude de Albertina é mais comum do que se imagina. Muitos pais que reagem a insatisfações dos filhos com castigo físico se vêem frequentemente diante de um dilema: qual o limite ao tentar impor limites?
Uma enquete feita com os nossos leitores no site da CRESCER assustou a todos por aqui. Para a pergunta “você já bateu no seu filho?”, um quarto das 2.241 pessoas que participaram (até o fechamento desta edição) escolheram a alternativa “sim, acho que isso educa”. É um pensamento ainda mais forte do que a porcentagem maior da pesquisa, os 43,2% que disseram “sim, porque de vez em quando perco a cabeça”. No restante, 14,6% negaram, mas deixaram aberta a possibilidade dizendo “não, mas se precisar faço isso” e somente 18,1% disseram que não acreditam nisso como forma de educação.

Ainda que o levantamento não tenha caráter científico, há o que pensar. Ao adotar a palmada, os pais passam a idéia de que a violência física é a maneira de lidar com conflitos e frustrações. Ou seja: você tem de encontrar outras formas de impor limites. Palmada é uma agressão. “Quando o adulto bate no filho, ele está reconhecendo que ficou impotente diante da atitude da criança. Mostra claramente que perdeu o controle de si mesmo e a agressão passa a ser a única maneira de manter o status da autoridade”, diz Célia Terra, professora de Psicoterapia Infantil da Psicologia da PUC-SP. Testar os limites dos pais é um comportamento típico que faz parte do aprendizado da convivência em família. Embora não seja fácil, os adultos devem lidar com as manhas com carinho. “Pais devem proteger os filhos. Não só do mundo exterior, mas das emoções que eles ainda não são capazes de controlar”, diz Célia Terra.

Pai é para proteger
Um levantamento, realizado desde 1996 pelo Laboratório de Estudos da Criança do Instituto de Psicologia da USP (Lacri), demonstra que, muitas vezes, o que algumas pessoas entendem como educação ganha o caráter de abuso. O instituto mapeou as ocorrências de violência física contra crianças e adolescentes em órgãos como Delegacias da Mulher, Conselhos Tutelares, hospitais e escolas. Em 2007, foram cerca de 3 mil. Os coordenadores do estudo acreditam que os números devem ser ainda maiores, já que grande parte das agressões se esconde sob o manto da vida familiar e não é notificada.
Infelizmente, bater nos filhos é uma questão cultural com raízes históricas no Brasil. “Essa prática foi aqui introduzida pelos colonizadores, especialmente pelos padres jesuítas”, explica Viviane Azevedo Guerra, pesquisadora do Lacri e co-autora dos livros Palmada já Era e Mania de Bater. Para ela, a chamada “palmadinha educativa” não existe. E um processo de agressão só tende a piorar. “Sabe-se pelos estudos que a aplicação das palmadas pode ir se intensificando ao longo do tempo, chegando até uma violência mais severa. Toda ação que causa dor física em uma criança representa um só continuum de violência”, diz.
Essa espécie de espiral da agressão traz graves conseqüências. Nos casos piores, há dificuldade de relacionamento com adultos e colegas, problemas de aprendizado na escola e até comprometimento físico. A criança vítima dessa prática pode vir a se tornar uma agressora no futuro. “Embora essa situação só exista se, quando criança, ela não teve no lar um ‘amigo qualificado’, ou seja, alguém que a entendesse e tentasse protegê-la desse tipo de violência”, diz Viviane Guerra.

É justamente para tentar mudar esse quadro que alguns especialistas defendem que o Brasil seja um dos países a seguir o exemplo dado pela Suécia em 1979: abolir a palmada por força de lei. Outros 19 países fizeram o mesmo – inclusive nosso antigo colonizador, Portugal. Um projeto de lei nesse sentido aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados desde 2005, depois de tramitar com sucesso por todas as comissões da Casa. O projeto não prevê punições para pais que adotarem o castigo físico, mas faz alterações no Código Civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente – o que não é ideal, mas pode dar o devido peso para o assunto e fazer as famílias repensarem suas atitudes. “Atualmente, o Estado Brasileiro dá permissão para que os pais castiguem os filhos fisicamente”, diz a deputada Maria do Rosário (PT/RS), autora do projeto. “O que nós queremos é um estatuto que coloque a criança em pé de igualdade com os adultos.”

Proibir por lei ou conscientizar?
Há quem duvide da efetividade da medida. “O mais importante é conscientizar as famílias de que elas têm de acolher os filhos. Nesse sentido, ampliar a rede de proteção para as crianças, garantindo o acesso à informação aos pais, é muito mais importante”, afirma Marta de Toledo, promotora da Infância e da Juventude do Ministério Público paulista.
Acolher. Se o papel dos pais é proteger seus filhos, amá-los independe dos momentos de crise. Sim, eles nos tiram do sério. E, sim, na hora da bronca, parece que deixamos as crianças infelizes. Mas colocar os limites e se controlar nessas situações está incluso no pacote “educar”.

Na hora do seu limite
Algumas dicas podem ajudar na hora de contornar situações capazes de despertar os instintos mais primitivos. Veja o que dizem os especialistas ouvidos por CRESCER:

Compreensão: Crianças aprendem as regras de acordo com o convívio. Testar limites faz parte desse aprendizado e os pais precisam ter uma certa flexibilidade na hora de reprimir os comportamentos indesejados. Autoridade não é autoritarismo.
Clareza nos limites: Não se deve reprimir uma atitude e, logo em seguida, permiti-la.Muitos pais esticam os limites até eles se tornarem insuportáveis. Só se dão conta disso quando batem na criança.
Bom humor: Transformar a manha em brincadeira pode ser uma boa saída. Logo a criança deixa aquele comportamento de lado.
Conter a agressividade com afeto: Abraçar o filho nos ataques de fúria pode ajudá-lo a se acalmar. Em seguida, os pais devem ser firmes e dizer em voz baixa que aquele comportamento é inadequado.
Procurar ajuda: Se os momentos em família estão virando uma guerra campal, um psicólogo pode ajudar a torná-los mais harmoniosos.

Cinco razões para não bater nos filhos
• Pais que adotam a palmada passam a mensagem de que os problemas podem ser resolvidos na base da força física.
• Se a criança já não responde da mesma forma às palmadas, castigos físicos cada vez mais severos podem ter início.
• Quem apanha tem mais chance de se tornar um agressor.
• Nos casos mais graves, a criança pode desenvolver dificuldade de aprendizagem, postura de medo em relação aos pais e seqüelas físicas.
• Palmada não educa. Sem diálogo a criança fica sem entender porque não deve repetir o comportamento.

Revista Crescer

A partir desta segunda-feira (1º de agosto), celebra-se a Semana Mundial da Amamentação. Pelos próximos sete dias, países em todo o mundo vão reforçar o alerta para a importância do aleitamento materno.

Os bebês alimentados com leite materno têm menos doenças e sofrem menos desnutrição que os bebês alimentados com mamadeira. Se todos os bebês fossem alimentados exclusivamente com leite materno durante os primeiros 6 meses de vida, seria possível evitar a morte de muitas crianças no mundo todo.

O leite materno é o leite mais adequado, protege a criança contra infecções e alergias. Se a criança estiver crescendo bem ela não necessita de nenhum outro alimento, nem mesmo de água até o 6 meses. Portanto, o aleitamento deve ser incentivado.

Geralmente, no inicio da amamentação o leite é clarinho, as vezes até transparente, dando a impressão de que não irá satisfazer as necessidades do bebê. Entretanto, este é o leite inicial, chamado de colostro. A mãe deve beber muita água ou líquidos em geral e colocar seu bebe para sugar o peito a cada 2 ou 3 horas e a produção do leite vai aumentando gradualmente.

De acordo com o Art. 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para amamentar o próprio filho, até que este complete 6 (seis) meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais, de meia hora cada um.

Vantagens do aleitamento

Para o bebê
Protege contra diarréia e infecção de ouvido.
Diminui o risco de alergias.
Ele terá menos cáries nos dentes.
Previne problemas de fala.
A criança cresce mais sadia.

Para a mãe
O útero volta mais rapidamente ao seu tamanho normal.
O sangramento após o parto diminui.
A chance de ter câncer de mama no futuro é menor.
Aproxima você do seu bebê e este se sente querido e seguro

Para a família
O Leite materno não custa nada.
É limpo e não contém micróbios.
Já vem pronto e está na temperatura certa

Armazenamento do leite materno
O leite materno pode ser armazenado:
Fora da geladeira – 6 horas
Geladeira – 24 horas
Freezer – 20 dias
Pasteurizado – 6 meses

O leite materno armazenado deverá ser aquecido em banho-maria, Oferecer através de colherzinhas, copinhos ou conta-gotas. Não é indicado mamadeiras ou chuquinhas pois os bebês perdem a vontade de mamar no seio da mãe se forem acostumados a sugar outro tipo de bico que não o do seio da mãe (mamadeiras são mais fáceis, requerem menos esforço).

Tabela Nutricional
Leite Materno (p/ 100 g)
Calorias 69,56 kcal
Proteínas 1,03 g
Lipídios 4,38 g
Glicídios 6,89 g
Colesterol 13,9 mg
Fibras 0 g
Cálcio 32,2 mg
Fósforo 13,7 mg
Magnésio 3,4 mg
Ferro 0,03 mg
Sódio 16,9 mg
Potássio 51,2 mg
Origem dos dados: USDA 1107 – site da Unifesp

Fonte da pesquisa: site UNIFESP – www.unifesp.br

Há quem afirme que “o Twitter é a última chance de o ser humano dar certo como civilização” (do recém lançado livro de Rosana Hermann, Um passarinho me contou – relatos de uma viciada em Twitter, leitura altamente recomendada para que já tuita e para quem ainda vai tuitar). Depois que postei esta frase da querida Rosana no twitter recebi muitas respostas de apoio mas também muita discordância. Para muitos há um exagero em esperar tanto de uma ferramenta da internet.

Pessoalmente, tendo a concordar com a frase da Rosana. Há algo muito inovador e animador acontecendo no Planeta após a introdução das redes sociais através das novas ferramentas digitais. E o Twitter por sua dinâmica, rapidez e abrangência parece-me uma ferramenta privilegiada para alavancar projetos sociais. E para tal vou aqui relatar três experiências que vivenciei desde de que entrei para o Twitter (no Twitter sabemos exatamente nossa data de nascimento por lá, no meu caso dia 20/06/2011, de modo que acabo de completar 2 anos na twittosfera, e desde então já postei mais de 80 mil tweets, é dizer uma média de 100 posts diários; levando-se em conta que geralmente meus tweets incluem um link – para música, vídeos, blogs e, principalmente textos – vocês podem ter uma idéia de quanta informação já troquei na rede!!!)

A primeira experiência foi o lançamento após poucos meses da minha entrada no twitter do movimento ETC – Encontro de Twitteiros Culturais. Contei nesta iniciativa inicialmente com outros dois twitteiros de Sampa, Ricardo Costa (editor do Publishnews) e Sérgio Miguez (editor da Revista da Livraria Cultura). Qual o ponto de partida? A percepção nítida de que àquela altura em 2009 já estávamos congregando um número considerável de twitteiros com um propósito claramente cultural, é dizer promover através do twitter iniciativas culturais. O manifesto do ETC então publicado afirmava:

Twittamos e Retwittamos horas ao dia, somos tudo pela cultura no twitter, ofertamos a nenhum custo todo tipo de dica cultural, programação, notícias, intrigas, polêmicas, pesquisas, lamentos, emoções, resultados de buscas, poesias, memórias, flagrantes, músicas. A toda hora de qualquer canto do planeta. Vídeos falam com imagens, leitura sim, lemos aqui e nos livros e espalhamos a benção do vírus da leitura (José Mindlin) e claro, por último mas em primeiro lugar: relacionamento!! (http://www.etcbrasil.com.br/sobre/manifesto/ )

O movimento cresceu rapidamente pelo Brasil. Hoje ETC’s acontecem em 19 cidades em 14 Estados. Twitteiros culturais reúnem-se me livrarias, cafés, museus, centros culturais e realizam ao vivo debates sobre temas relacionados ao papel cultural do twitter. Trocam experiências, estreitam relacionamentos, aperfeiçoam estratégias para melhor atuação nas redes.

E na rede tudo acaba se encaixando. Pouco após o lançamento dos ETC’s surge uma segunda ação coletiva no twitter que tive a honra e oportunidade de iniciar. Aproximando-se o final de 2009 (meu primeiro fim de ano como twitteiro) percebo que cresce no Twitter o movimento #DOEUMLIVRONONATAL (uma hashtag – etiqueta no Twitter – que mal apareceu e já atingiu os Trend Topics Brasil – assunto mais comentado em determinado momento no Twitter nacional). Após alguns dias tuitando conjuntamente com a outros twitteiros acabei recebendo o convite de associar esta campanha à campanha de fim de ano de uma grande rede de farmácias. Assim aquilo que era inicialmente uma corrente de conscientização através da postagem de tweets, transforma-se numa grande mobilização nacional que na passagem de 2009 para 2010 e de 2010 para 2011 arrecadou mais de 180 mil livros em cada final do ano!! Aqui os nomes de Laura Furquim Werneck Xavier e Heber Dias, dois mineiros, devem ser lembrados pois partiu deles a idéia da campanha no Twitter.

Finalmente um relato que mostra também o papel do Twitter num caso mais particular. Por volta de abril de 2010 eu participei de uma série de debates na Biblioteca São Paulo (ex-Carandiru). O tema A Biblioteca do Futuro. Eu, além de mediar as mesas, também aproveitei, obviamente, para tuitar as falas e assim acabei conhecendo o jovem Paulo Toledo, presidente da ONG Unidos da Doze, da periferia de SP (Parque Dorotéia, Cidade Ademar, fronteira de SP com Diadema), que oferece clínica de futebol para crianças e jovens carentes. Pelo twitter durante uma das palestra na Biblioteca Paulo Toledo relata o sonho de construir uma sede para sua ONG e nela instalar uma Biblioteca para aliarmos Futebol com Leitura. Fazendo a história curta, em janeiro de 2011 no aniversário de Sampa, a rádio CBN promove evento especial comemorativo no Pátio do Colégio arrecadando livros para a OHG, e, em fevereiro, inauguramos a sede com sua Biblioteca, levando uma caravana de alguns twitteiros que participaram do movimento que apoio e viabilizou a iniciativa da Unidos.

São exemplos concretos que mostram claramente que os projetos socais avançam em nosso país e que o twitter tem papel essencial nestas ações exatamente por ser uma grande esperança como agregador das pessoas que ainda acreditam no Planeta Terra e na possibilidade de nele constituirmos uma civilização voltada para a promoção da vida em geral e humana em especial. Twitter não é um si a solução, mas sem dúvida grande ferramenta para quem quer alavancar projetos sociais.

José Luiz Goldfarb [@jlgoldfarb no twitter]

http://lattes.cnpq.br/1023793876897710

Crianças gastam os anos valiosos da infância não em brincadeiras ou na escola, desenvolvendo sua criatividade e potencialidade, mas nos canaviais, nos lixões, nos semáforos, pedreiras, sisaleiras, plantações, fábricas e em casas de família, realizando serviços domésticos.

Nas olarias respiram o ar cheio de pó de sílica, na confecção de calçados convivem com a cola de sapateiro, em cada um dos ofícios mudam-se apenas os riscos aos quais cada uma das pequenas vítimas de trabalho infantil está exposta, mas todas têm em comum os prejuízos impostos pelo trabalho precoce.

A questão do trabalho infantil vem se tornando prioridade na agenda da política pública social no Brasil, porém ainda há muito a se fazer. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2009, no Brasil, aproximadamente 4,250 milhões de meninos e meninas trabalham para ajudar a complementar a renda familiar, destes, 908 mil são menores de 13 anos. Esta é uma realidade tão verdadeira quanto assustadora.

Ainda há desafios. É preciso pôr fim à crença de que o trabalho infantil é uma virtude e afasta crianças e adolescentes da marginalidade. De fato, este é um destino reservado exclusivamente às parcelas mais pobres de nossa população. Ele, contudo, expõe a infância a uma condição moralmente degradante, prejudica a escolaridade e faz com que milhares de brasileiros, já em idade adequada ao início de suas vidas profissionais, estejam em desvantagem na luta por uma colocação no mercado de trabalho e em assumir suas responsabilidades sociais.

Mais do que isso, é preciso convencer a sociedade brasileira de que o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária é o maior legado que podemos deixar para o futuro de nosso país. Portanto, precisamos garantir que nossas crianças se livrem do fardo do trabalho infantil para viver de forma plena a sua infância, com tempo para brincar, aprender e também ensinar.

Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil

No Brasil, o trabalho infantil não é enquadrado como crime, não é uma violação à lei penal, exceto quando envolve tráfico de crianças e adolescentes, exploração sexual, venda de drogas e trabalho escravo, porém, existem sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente para os empregadores e as famílias que inserem a criança no trabalho.

Por isso, a conscientização sobre os danos do trabalho precoce se faz importante e as ações para combater essa exploração devem partir da própria sociedade que deve denunciar casos de violação de direitos infanto-juvenis e apoiar organizações que combatam o trabalho infantil, em vez de comprar produtos nos semáforos.

No país ainda existem milhões de crianças e adolescentes que trabalham e que são privados de direitos básicos como educação, saúde, lazer e liberdades individuais. Muitas, ainda, estão expostas às piores formas de trabalho infantil, sendo envolvidas em atividades que prejudicam de forma irreversível, seus desenvolvimentos físico, psicológico e emocional plenos.

A OIT, desde 2002, com o intuito de mobilizar a sociedade e os estados para esse grave problema, incentiva a comemoração do Dia 12 de Junho, como o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil.

No Brasil, contando com o fundamental apoio do Estado Brasileiro e da grande mobilização da Sociedade Civil, liderada pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), o dia se tornou uma data Nacional, por força da Lei nº 11.542, de 12 de novembro de 2007, que institui o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

Ao longo dos últimos anos, a data tem ganhado importância e o reconhecimento da sociedade Brasileira. Constitui-se, portanto, como um momento de sensibilização, mobilização e potencialização dos esforços empreendidos no combate e prevenção do trabalho infantil no Brasil.

Nesse contexto, há no Brasil e no mundo, o entendimento internacional comum de que a Educação é o caminho para o fim do trabalho infantil. O acesso a uma educação integral e de qualidade é a resposta direta e adequada para encerrar esse ciclo perverso que afeta milhões de crianças e adolescentes brasileiros.

Junte-se à Fundação Abrinq – Save the Children nessa luta!

Veja como foi a reunião aberta da Rede Nossas Crianças, clique aqui.

Flashmob mobiliza pelo combate ao trabalho infantil, clique aqui.

18 de Maio

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Este dia foi instituído pela Lei Federal 9.970/2000. A data marca o crime bárbaro que chocou o país em 18 de maio de 1973, em Vitória–ES, e ficou conhecido como o “Crime Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada por jovens de classe média alta. Esse crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune. A intenção do 18 de maio é destacar a data para mobilizar e convocar toda a sociedade a participar dessa luta e proteger nossas crianças e adolescentes.

Conheça a programação que acontece nesta semana:

Maio – ação permanente – Diadema/SP
Campanha incentiva denúncias pelo Disque 100 – A organização Lar Escola Jêsue Frantz, conveniada ao Programa Nossas Crianças, divulga campanha para somar esforços no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgar o serviço do Disque 100, número nacional de denúncias.

16/05 – Rio de Janeiro
20h30min – Apresentação do espetáculo teatro/documento – Sete Sentimentos Capitais: corpos e Cidades, pela Companhia Ensaio Aberto. Local: Av. Rodrigues Alves, Cais do Porto, Armazém da Utopia, Rio de Janeiro (RJ). A apresentação do dia 16/05 é para convidados. A peça estará em cartaz nos dias 14 e 15, no mesmo local, para o público em geral. Entrada gratuita.

17/05 – Rio de Janeiro
09h – Oficina com representantes das áreas de responsabilidade social das empresas signatárias da Declaração de Compromisso Corporativo no Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a presença da Secretária Nacional Carmen Silveira de Oliveira na abertura. Local: Sede do Sistema Firjan, Av. Graça Aranha, nº 1, Auditório 2ª andar, Centro, Rio de Janeiro (RJ).
10h – II Seminário “Tecendo a Rede de Proteção”, com a Conferência Magna realizada pela Ministra Maria do Rosário, com o tema: “O Enfrentamento da Violência Sexual na Construção da Política Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente e do Plano Decenal”.
Local: Auditório do BNDES, Av. Chile, 100, Centro, Rio de Janeiro (RJ).
11h – Lançamento do Livro dos 20 anos do ECA, seguido de debate com a presença da secretária nacional, Carmen Silveira. Local: PUC, Rio de Janeiro (RJ).
14h – Abertura da “Semana de Sensibilização contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes na Cidade Rio de Janeiro”, organizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, com participação da Ministra Maria do Rosário, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Prefeitura do Rio de Janeiro e do Secretário Municipal Rodrigo Bethlem Fernandes. Aberto ao público. Local: Largo da Carioca, Rio de Janeiro (RJ).
20h30 – Show do movimento Infância Livre de Abuso e Exploração Sexual, com a presença de grandes nomes da cultura brasileira. Local: Teatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ).

18/05 – São Vicente/SP
Na manhã de 18 de maio, o Centro Camará de Pesquisa e Apoio à Infância e Adolescência convida você para uma sessão de cinema no Encontro18 de maio: das Vulnerabilidades à Participação. O documentário “Estamira”, do diretor Marcos Prado, será exibido no Cine Roxy Brisamar. Ao final do encontro será realizado um debate em torno de questões tais como: saúde mental, arte, convivência e resistência na adversidade.

18/05 – Brasília/DF

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes
11h30 – I Encontro Nacional de Experiências de Tomada de Depoimento Especial de Crianças e Adolescentes no Judiciário Brasileiro, com a presença da Rainha Silvia e com participação da Ministra Maria do Rosário. Local: STF, Praça dos Três Poderes, Brasília-DF.
14h – Solenidade no Palácio do Planalto para a entrega do Prêmio Neide Castanha, lançamento da Matriz Intersetorial de Enfrentamento à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes e encaminhamento ao Governo Federal, pelo Comitê Nacional, do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes revisado. Participação da Ministra Maria do Rosário, autoridades da área e parceiros da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Local: Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, Brasília (DF).
14h às 18h – Atividade de Mobilização contra a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes com a Caravana Siga Bem Criança. Cerca de 1300 crianças estarão reunidas para participação em oficinas e apresentações artísticas. Local: Esplanada dos Ministérios (Gramado em frente ao Museu Nacional).

18/05 – São Paulo/SP (membro da Rede Não Bata, Eduque SP)
A organização Obra Social Sta. Clara e S.Francisco de Assis, da Rede Nossas Crianças e da Rede Não Bata Eduque, como parte das ações programadas para a Semana de Prevenção à Violência Doméstica, de 18 a 26 de maio, promoverá a Entrega de Flores para Famílias nas saídas da Obra Social e do Colégio Franscarmo, que foram confeccionadas em oficina de artes com recicláveis. Também promoverá a sensibilização das crianças sobre o dia do enfrentamento.

18/05 – São Paulo/SP (membro da Rede Não Bata, Eduque SP)
O Círculo dos Trabalhadores de Vila Prudente, organização participante da Rede Nossas Crianças e da Rede Não Bata Eduque, promoverá uma mobilização na Praça Padre Damião, na Vila Prudente para reflexão sobre a data.

19/05 – Brasília/DF
09h30 – “Seminário sobre Experiências de Legislação contra Castigos Corporais”, com participação da Ministra Maria do Rosário na abertura. Organização: SDH/PR, Embaixada da Suécia, Save the Children e Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Local: Plenário 1 do Anexo II da Câmara dos Deputados, Brasília (DF).

19/05 – São Paulo/SP
Fórum no Instituto Sedes – CNRV. Participação de organizações da Rede Não Bata Eduque e dos Pólos de Prevenção

20/05 – São Paulo/SP (membro da Rede Não Bata, Eduque SP)
A organização Obra Social Sta. Clara e S.Francisco de Assis, da Rede Nossas Crianças e da Rede Não Bata Eduque, como parte das ações programadas para a Semana de Prevenção à Violência Doméstica, de 18 a 26 de maio, promoverá a confecção de cartazes para levar na Caminhada pela Paz que acontecerá em 21/05.

21/05 – São Paulo/SP (membro da Rede Não Bata, Eduque SP)
A organização Obra Social Sta. Clara e S.Francisco de Assis, da Rede Nossas Crianças e da Rede Não Bata Eduque, como parte das ações programadas para a Semana de Prevenção à Violência Doméstica, de 18 a 26 de maio, promoverá a Caminhada pela Paz.

Confira a coluna de Cristiane Rogerio publicada na revista CRESCER

Não sou eu quem está criando a ideia. Ela nasceu no Instituto Ecofuturo, que mobilizou o país e transformou o dia 12 de outubro como o Dia Nacional da Leitura

Em 2008, fui convidada por um grande amigo que fiz por causa da literatura infantil – o jornalista Leandro Nomura – para participar de uma linda cerimônia no prédio da Fiesp, que era o início de uma importante campanha promovida pelo Instituto Ecofuturo. Era 12 de outubro e nascia ali o Dia Nacional da Leitura.

Quem gosta de literatura infantil sempre adora conhecer outros, digamos, adeptos. A gente fica conversando como se fosse uma causa. Não, uma causa, não. Uma paixão. Aqui na CRESCER descobri que ela ainda vivia em mim. Mesmo tendo tantos problemas na adolescência que me fizeram ir para outros locais longe da biblioteca, eu sempre tive a paixão pelos livros. Toda a Bienal eu me envolvia mais nas seções para crianças e comprava um outro e outro, como A Fantástica Fábrica de Chocolate, do genial Roald Dahl. Depois de meus primeiros meses aqui, ficou claro: eu poderia, sim, me dedicar aos livros infantis todos os dias e, como vocês sabem, é o que venho fazendo desde então.

Instituir um dia para leitura me soa como homenagem. Porque campanha mesmo temos que fazer TODOS OS DIAS. E como campanha carrega sempre um peso, de algo que só se faz com muita luta, quero novamente dizer a vocês o principal motivo de eu insistir tanto com vocês para que leiam com seus filhos: é bom. É gostoso. Faz bem para a alma. Faz bem para a vida. Marca. Identifica. Faz a gente suspirar. Respirar melhor. Nos encontrar com nós mesmos. Desencadeia conversas.

Bem, e se foi institucionalizado bem no Dia das Crianças, que tal a gente esquecer de pensar somente nos presentes e garantir o dia para uma hora de leitura? De uma leitura gostosa, que aconteça em família, que aconteça na sala, na cozinha, no meio do parque. Que seja contada em voz alta, que divirta, que emocione. Que represente um encontro. Um encontro da leitura com a criança. No dia delas. Mas deixa eu te contar um segredo, o segredo que é mote do Ecofuturo e de CRESCER: todo dia é dia de ler.

Veja mais em www.dianacionaldaleitura.com.br

Mesmo com chuva, o passeio ciclístico Vote em um Presidente Amigo da Criança reuniu mais de 100 pessoas no dia 26 de setembro. Nem a chuva e o mau tempo desanimaram quem quis somar esforços à essa causa e ajudar a mobilizar a sociedade para que escolham, no próximo domingo das eleições (3), candidatos comprometidos com a infância e a adolescência.

Além das pessoas que já estavam inscritas, ao longo do trajeto, muitos foram aderindo à campanha. É o exemplo de Roseli Ronchesi que programou com um grupo de ciclistas um passeio para celebrar o Dia Mundial sem Carro, comemorado no dia 22 de setembro e ao chegar ao parque foi surpreendida com a movimentação da Fundação Abrinq.

“Chegamos ao Parque das Bicicletas, ponto de encontro para saída dos ciclistas, e vimos poucas pessoas, mas um grupo chamava bastante a atenção. Era o pessoal da Fundação Abrinq que estava lá para a campanha “Vote em um Presidente Amigo da Criança”. Logo nos convidaram a sair no grupo deles. Ganhamos camiseta, apito, capa de chuva e sementes de ipê roxo, além da companhia de uma turma muito animada e bem disposta. Aplaudo a coragem e disposição de quem saiu da cama e subiu na bike no domingo e o pessoal da Fundação Abrinq”, afirmou Roseli.

Leia o post publicado por Roseli Ronchesi:

http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/9920/

Confira também a matéria veiculada na TV Brasil

http://www.imagenseviagens.net/2010/09/dia-mundial-sem-carro-e-as-criancas.html

Foto: Luciano Pereira

O presidenciável José Serra (PSDB) visitou, nesta quarta-feira (18), a sede da Fundação Abrinq para assinar o Termo de Compromisso do Projeto Presidente Amigo da Criança. Na ocasião, o candidato foi recebido pelo presidente da Fundação Abrinq, Synésio Batista da Costa, que ressaltou algumas prioridades para melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes que já fazem parte do dia a dia da organização.

“O objetivo deste documento é fazer com que, se eleito, o Presidente Amigo da Criança possa nos ajudar na luta pelos compromissos que a Fundação já trabalha há 20 anos como a erradicação do trabalho infantil e o combate à exploração sexual infantil”, explicou Batista.

Além dessas violações, dentre os compromissos assumidos, Serra também destacou como propostas de seu governo projetos que visem à melhoria da educação e redução da mortalidade infantil.

“É motivo de orgulho para São Paulo abrigar a Fundação Abrinq, que começou aqui e soube se afirmar em território nacional, sem nenhum centavo governamental, e para mim, subscrever esse compromisso que corresponde ao que eu fiz e quero continuar fazendo pelas crianças para solucionar problemas que me sensibilizam, não só a ser Presidente Amigo da Criança, como também um soldado permanente por elas”, ressaltou o candidato ao comprometer-se a implementar políticas públicas voltadas à infância e à adolescência.

Para Serra, que já foi professor, o problema n° 1 da Educação é o aprendizado na sala de aula, diagnóstico que ele constatou na prática. “No que se diz respeito à Educação quero retomar a proposta de dois professores por sala de aula no Ensino Fundamental, que já apliquei no meu governo”, enfatizou.

Ao assinar o Termo de Compromisso, o candidato comprometeu-se a apresentar, em seu mandato, uma melhoria significativa dos índices atuais relativos à situação da criança e do adolescente.

“Para reduzir a mortalidade infantil, além da assistência direta à família é preciso mais saneamento básico, pois ele ainda aparece como causa de muitas mortes, investir em UTIs e em todo o processo de acompanhamento da mãe gestante”, afirmou.
Além das metas que estão no Termo, Serra expôs ainda o combate ao crack, como uma luta que deve ser reforçada com uma política de tratamento para recuperação de jovens dependentes e a redução do desemprego, como problemas que afetam os direitos de crianças e adolescentes. “Para fortalecer a criança, nós temos que fortalecer os empregos e, para fortalecer os empregos, temos que dar condições de lealdade ao comércio brasileiro”, disse. “Há coisa pior para uma criança do que um pai desempregado? Eu não sou capaz de imaginar.”

Na cerimônia de assinatura estiveram presentes o candidato ao governo do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e seu vice, Guilherme Afif Domingos, o candidato ao senado pelo estado de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, o candidato a deputado federal e estadual Kiko e Leandro (músicos do KLB) e alguns conselheiros da Fundação Abrinq.

Todos os candidatos à Presidência da República foram convidados a assinar publicamente o Termo de Compromisso do Projeto Presidente Amigo da Criança. Já se comprometeram os presidenciáveis: Dilma Rousseff, Levy Fidelix e Eymael.

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