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Archive for outubro \30\UTC 2013

Em Maringá, projeto nacional ganha adesão de profissionais da área de Odontologia, que se dispõem a atender gratuitamente

Quando tinha apenas três anos de idade, o garoto Erick Roberto Gomes, que mora com os pais na Zona 2, em Maringá, sofreu uma queda enquanto se divertia em um brinquedo de rodar. Por ter batido a boca no acidente, o menino acabou tendo problemas com um dente. Sem condições financeiras para levá-lo a um dentista, a mãe Dailce Gomes, 29, apelou para a ajuda de familiares. Atualmente, uma consulta particular custa entre R$ 100 e R$ 150.

No entanto, uma dose errada de um medicamento durante o tratamento fez com que Erick precisasse novamente de ajuda, pois, segundo a mãe, o dente estava se “esfarelando” a cada nova escovação. Passada a situação, hoje com sete anos, o garoto nunca mais passou um atendimento odontológico.

“Ele voltou a reclamar de dor e também tem outros problemas, como as cáries, que precisam ser tratadas”, conta Dailce. Ao saber que o Lar Escola da Criança de Maringá encaminhava crianças e jovens carentes para atendimento médico e odontológico, a mãe entrou em contato com a instituição e depois de ser encaminhado por uma psicóloga, o menino está prestes a ser consultado.

Trata-se do programa “Adotei um Sorriso”, da Fundação Abrinq, que começa a dar os primeiros passos em Maringá. Vale ressaltar que este não o único projeto com o qual o Lar Escola trabalha na cidade. “Realizamos em torno de dez atendimentos mensais, mas ainda é o começo. Nós, enquanto profissionais liberais, atendemos as crianças carentes até atingirem a maioridade em nossos próprios consultórios ou tentamos encaixar em alguma clínica universitária”, explica a dentista e coordenadora do projeto na região de Maringá, Maria Paula Jacobucci Botelho.

Segundo ela, a intenção é ampliar o atendimento para outras áreas da saúde, como a Psicologia e a Nutrição, conforme já vem sendo feito em outras regiões do País. “Recentemente, participei de um encontro nacional e voltei com várias ideias para tentar engajar mais profissionais para realizar este tipo de atendimento [voluntário] por aqui”, afirma a coordenadora.

Maria Paula lamenta o fato de a Odontologia ainda não ser amplamente atendida na rede pública de saúde. “É aí que se dá a importância de iniciativas como essa, porque acabam preenchendo uma lacuna e atendendo pessoas que não teriam condições de custear um tratamento particular”, acredita.

“Eu me realizo fazendo isso. Vejo a satisfação no rosto das pessoas e sinto a alegria por parte dos pacientes e familiares”. Afinal, fazer o bem ao próximo é fazer o bem a si mesmo.

SOLIDARIEDADE EM ALTA
Rede do bem O profissional que quiser aderir ao projeto pode contatar a Maria Paula Jacobucci Botelho, através do telefone (44) 9973-9319

Serviço Para mais informações sobre o atendimento do projeto, , procure o Lar Escola da Criança de Maringá, que fica na Rua Martin Afonso, 1.441, Jardim Novo Horizonte. O telefone é o (44) 3227-3030

Iniciativa já atendeu 212 mil

Adotei um Sorriso é um programa que promove a ação voluntária para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Para isso mobiliza profissionais liberais como dentistas, nutricionistas, médicos pediatras, entre outros que queiram se dedicar voluntariamente, atendendo uma ou mais crianças e/ou adolescentes em seu consultório, ou desenvolvendo uma ação de saúde preventiva na organização social. Conforme dados da Fundação Abrinq, de 2012, o projeto “Adotei um Sorriso” está presente em 79 municípios brasileiros, em 23 Estados. Já são mais de 212 mil crianças e jovens carentes beneficiados com atendimento médico desde o início do programa. Ainda segundo a fundação, no ano passado 1.997 profissionais da saúde participaram do projeto.

Por Ederson Hising, em O Diario

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A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população. A adoção dessas políticas e ações deverá levar em conta as dimensões ambientais, culturais, econômicas, regionais e sociais. É dever do poder público respeitar, proteger, promover, prover, informar, monitorar, fiscalizar e avaliar a realização do direito humano à alimentação adequada, bem como garantir os mecanismos para sua exigibilidade, segundo o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

A nutrição é base para o desenvolvimento humano e merece atenção desde os primeiros estágios da vida intrauterina, prolongando-se por toda a infância e pelas diferentes fases do ciclo da vida.

O Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, Situação da Infância Brasileira em 2001 afirma: “O Brasil, apesar dos avanços, ainda deve superar grandes desafios para garantir o direito das crianças”. Todas as dificuldades a serem enfrentadas afetam mais diretamente as crianças, principalmente nos seus primeiros anos de vida. Nesta perspectiva, o Comitê Permanente de Nutrição do Sistema das Nações Unidas – SCN/ONU, na 32ª Sessão, realizada no Brasil, em março de 2005, definiu, como linha prioritária de atuação, estimular os países a incorporarem as prioridades alimentares e nutricionais, visando o alcance das Metas de Desenvolvimento do Milênio, sob a perspectiva do Direito Humano à Alimentação Adequada.

É fundamental considerar que a alimentação da criança, desde o nascimento até aos dois primeiros anos de vida, tem repercussões ao longo de toda a vida do indivíduo. Sabe-se que a prática do aleitamento materno exclusivo, até seis me­ses de idade, é capaz de nutrir adequadamente as crianças. Porém, a partir desse período, a introdução de uma forma adequada de alimentação complementar é importante, não só para garantir um crescimento e desenvolvimento ideal, na infância, mas na promoção da saúde, deste grupo, com o intuito de prevenir doenças futuras.

Na infância e na adolescência isso não é diferente. Garantir o acesso ao alimento adequado é componente essencial da estratégia global para assegurar a alimentação de uma população, cabendo isso aos profissionais de saúde, às políticas governamentais adequadas e à participação da sociedade.

Prof. Dra. Marselle Bevilacqua Amadio
Docente, Pesquisadora e Supervisora de Estágios Bacharelado em Nutrição Centro Universitário Senac Santo Amaro Senac São Paulo

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A prática de esportes é fundamental para a saúde e bem-estar das crianças e adolescentes, pois além dos benefícios físicos, desenvolve valores fundamentais como autoconfiança, inclusão social, o trabalho em equipe e o respeito pelo próximo.

Na infância e adolescência essas atividades ganham grande importância para o desenvolvimento, mas devem ser antes de tudo, um prazer, uma brincadeira, o momento de encontrar os amigos, se divertir e, junto com isso, aprender uma modalidade esportiva. Há ainda vantagens como a prevenção de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e outros males crônicos que aparecem na idade adulta, mas iniciam-se muitas vezes na infância.

No entanto, é fundamental que a prática esportiva seja orientada por profissionais de forma correta e saudável para que não haja problemas que atrapalhem o desenvolvimento e o desempenho das crianças e adolescentes.

Nesse aspecto, a Fisioterapia Esportiva é uma área que compõe a Medicina Esportiva e tem o objetivo de atender não apenas atletas, mas qualquer indivíduo que se submete a uma atividade física seja regular ou esporadicamente, utilizando diversos métodos e recursos que visam à prevenção e tratamento de lesões provocadas pela atividade intensa, muitas vezes de grande impacto, necessária para a prática esportiva.

Com esse grupo tão especial, o trabalho da Fisioterapia Esportiva visa atender desde as necessidades básicas de atenção primária, com o objetivo principal de evitar lesões e proporcionar sensação de prazer e alegria durante as atividades, sem esquecer-se de promover o fortalecimento de articulações e músculos, orientar sobre os cuidados com postura e consequentemente implantar medidas de redução dos efeitos da fadiga, e desenvolver habilidades motoras específicas; até a atenção terciária, ou seja, de tratamento e reabilitação de lesões decorrentes do esporte acompanhando esses pequenos até o início do processo de reinserção nas práticas esportivas.

Elusa Cristina de Oliveira
Fisioterapeuta e Mestre em Biologia Celular e Estrutural
Coordenadora do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Senac

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