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“Um país que tem qualidade de vida é onde todos podem usar o transporte público e não onde todos podem comprar um carro popular”, diz administradora-executiva da Fundação Abrinq ao comentar a posição do Brasil em rankings sobre o assunto

Por Heloisa Helena de Oliveira*

Muitas vezes nos deparamos com estudos divulgados que nos mostram diferentes ângulos de uma mesma realidade. Um tema que interessa a todos e que muitas vezes está no centro das pesquisas é o bem-estar social, traduzido em qualidade de vida para a sociedade.

As primeiras palavras da Constituição Federal brasileira já trazem esse conceito. Seu preâmbulo afirma os objetivos da Constituinte: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, (…) o bem-estar, o desenvolvimento, (…) como valores supremos de uma sociedade”.

Considerando as diferentes formas de se perceber essa questão, é preciso entender de que forma é mensurada a qualidade de vida de uma população. O primeiro indicador, criado pelas Nações Unidas, utilizado para medir os indicadores sociais foi o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Trata-se de medida resumida do progresso, a longo prazo, em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O IDH foi um marco na forma de se ver o desenvolvimento e foi criado como um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento.

Uma materialização de qualidade de vida são os serviços de transporte público, saúde e educação que são oferecidos à população. Uma pessoa que consegue se deslocar para o seu trabalho, sem dificuldades e com conforto, tem acesso a serviços de saúde e escolas de qualidade para seus filhos, vai perceber isso como qualidade de vida.

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou um estudo que combina os dados de carga tributária em relação ao PIB com o IDH de 30 países, criando, assim, o IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à sociedade). Quanto maior o valor, melhor é o retorno da arrecadação para a população. Estados Unidos, Austrália e Coreia tiveram os melhores resultados. O Brasil, apesar da alta carga tributária, ficou em último lugar, atrás de Itália, Dinamarca e França.

Na realidade, este estudo demonstrou o que nós, brasileiros, já percebemos e sentimos todos os dias, não recebemos o retorno pelas nossas contribuições e impostos. Não é uma novidade, mas considero importante a divulgação de dados como esses, que nos dão uma medida que vai corroborar nossa percepção.

Outro estudo recente, a pesquisa sobre Indicadores de Progresso Social 2014 (IPS) também utiliza uma metodologia interessante que mostra o retorno social de nosso desenvolvimento. O interessante é que o IPS busca indicadores de resultados, não de insumos, isso significa que não basta investimentos em hospitais se não há melhoria do saneamento básico, por exemplo. Nesse estudo, o Brasil ficou em 46° lugar entre 132 países. Nova Zelândia, Suíça e Islândia formam, respectivamente, o top 3.

Analisando os resultados da pesquisa, nota-se uma relação entre o aumento do PIB e a melhoria social para os grupos mais pobres. Acima dessa faixa, entretanto, a tendência é mais horizontal. Isso mostra que o aumento da renda das populações mais pobres influencia o desenvolvimento geral, solidificando o argumento da necessidade cada vez mais urgente de distribuição de renda.

Em um país como o Brasil, em que os 10% mais ricos são responsáveis por cerca de 42% da renda total do país e os 40% mais pobres da população brasileira por 13% dela, medidas de distribuição são imperativas – e para um avanço geral. A pesquisa mostrou que o país precisa enfrentar questões ambientais urgentes, tais como a redução do desmatamento que é essencialmente fruto da especulação sobre o solo, da pecuária irregular, e de projetos de infra estrutura; o controle das emissões de gases de efeito estufa pelo setor industrial; e o acesso à eletricidade com tecnologias eficientes em termos de custos e ambientalmente amigáveis.

Dessa forma, um modelo mais amplo e mais inclusivo de desenvolvimento pede por investimentos sociais mais significativos. Além das questões ambientais, são necessários ainda aportes mais contundentes em saneamento básico, saúde, educação, moradia, mobilidade urbana, entre outras áreas basilares da sociedade. Nossa posição entre as maiores economias do mundo não significa nada se não forem feitos maiores e mais investimentos mais efetivos nessas áreas. Bem-estar social é primordial para aquilo que podemos chamar, verdadeiramente, de desenvolvimento, e na minha visão um país que tem qualidade de vida é onde todos podem usar o transporte público e não onde todos podem comprar um carro popular.

* Economista, com MBA para Executivos e especialização em Governança Corporativa pela Universidade de São Paulo (USP), presidiu a Fundação Banco do Brasil e é a administradora executiva da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente.

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Políticas públicas para universalizar a rede de saneamento básico podem parecer invisíveis a priori, mas a sua não efetivação traz consequências graves tanto para a economia quanto para a saúde, diz administradora-executiva da Fundação Abrinq

Por Heloisa Helena de Oliveira*

Os indicadores sociais do Brasil têm melhorado nos últimos anos, mas ainda permanecem muito abaixo da média mundial. Para que a situação de pobreza no país melhore, é preciso investir nos indicadores sociais mais básicos e mais gritantes, como educação e saúde. Há, contudo, áreas de investimento que são invisíveis, mas que têm consequências nas políticas de base e que não são prioridades políticas por, justamente, não serem tão aparentes.

Relatório de pesquisa lançado pelo Instituto Trata Brasil e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável mostrou a situação ainda precária que se encontra o saneamento básico no país. O Brasil encontra-se na 112ª posição no ranking de 200 países na lista de Índice de Desenvolvimento do Saneamento de 2011. O Brasil tem média (0,581) inferior à da América do Sul (0,594), e está logo acima dos sete países em pior situação. Ao mesmo tempo, nosso país é a 7ª maior economia do mundo.

A partir dos dados divulgados sobre saneamento no Brasil, é possível perceber a falta de investimentos no setor. O déficit de saneamento no Brasil em 2013 totalizou 14,3 milhões de moradias sem acesso à agua tratada e 35,5 milhões de moradias sem acesso à coleta de esgoto.

Em 2010, na região Nordeste, eram 13,5 milhões de moradias sem esgoto, o que representou 37,9% do total nacional. Em termos relativos, esse número atinge duas em cada três moradias da região. Para zerar o déficit de saneamento no Nordeste, estima- se que o investimento a ser feito giraria em torno de R$ 75,9 bilhões, o que corresponde a 13,7% do PIB da região. O volume de recursos financeiros necessários à universalização da coleta de saneamento no Brasil soma R$ 313,2 bilhões em valores de dezembro de 2013.

A questão, obviamente, não para por aí. A falta de saneamento acarreta diversas consequências para outros setores sociais e da economia. A saúde é, obviamente, não só a principal afetada como também a que sofre as consequências mais diretas. Em 2013, segundo informações do Datasus, foram notificadas mais de 340 mil internações por infecções gastrintestinais em todo o país. Metade desse total, ou seja, 170,7 mil internações, envolveu crianças e jovens até 14 anos.

O que chama mais a atenção é o fato de que a maior parte dessas internações ocorreu justamente nas áreas com menor acesso ao esgotamento sanitário: regiões Norte e Nordeste. No Norte do país, foram registradas 16,8% das internações, sendo que apenas 8,5% dos brasileiros vivem na região, demonstrando a situação alarmante. Vale destacar que no Norte está o pior déficit de saneamento do país: 93,2% das pessoas não tinham esgoto coletado em 2011 segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS).

A falta de saneamento acarreta mais gastos públicos com a saúde, que poderiam ser dedicados à melhoria da situação de esgotamento sanitário. Calcula-se que tenham sido despendidos R$ 121 milhões no ano, apenas para tratar nos hospitais as pessoas infectadas.  A pesquisa estimou que a universalização do saneamento reduziria de 340 mil para 266 mil o número de internações por infecções gastrintestinais por ano, valor 22% inferior ao atual. Essa redução possibilitaria uma economia anual de R$ 27,3 milhões.

A desigualdade entre as regiões e até entre classes sociais em uma mesma cidade faz com que a falta de saneamento básico afete mais uns do que outros, individualmente. Quanto ao meio ambiente, essa questão afeta a todos, independentemente da classe social ou região em que mora. Rios, lagos, praias, terrenos e até o lençol freático são poluídos todos os dias pela falta ou irregularidade do esgotamento sanitário. A própria palavra “ecossistema” indica que se trata de diversas áreas interligadas. Se uma é afetada, todas as outras o são também.

Além das áreas de saúde, educação e meio ambiente – temas já suficientes para uma preocupação do poder público – custos com dias de afastamento de trabalho e até valorização imobiliária constam também no relatório. Tudo isso reforça o montante de despesas anuais com medidas paliativas, que focam a consequência do problema e não sua causa maior.

Não seria correto dizer que investimentos em saneamento básico não são realizados no país, eles são. Há 50 anos, apenas uma em cada três moradias estava ligada à rede geral de coleta de esgoto ou à rede fluvial. Já em 2010, a parcela das moradias cobertas com esse sistema passou para 55%. Os dados da última década, contudo, não são tão otimistas. O crescimento do número de acessos ficou abaixo da média histórica. O ritmo de expansão dos anos 2000 foi apenas 60% do registrado nos anos 1990 e menos de 40% do verificado nos anos 1970.

Políticas públicas de investimento no aumento e universalização da rede de saneamento básico podem parecer invisíveis a priori, mas a sua não efetivação traz consequências graves e muito concretas. É urgente o desenvolvimento de políticas mais rápidas e efetivas para esse e mais tantos outros problemas aparentemente imperceptíveis. Caso não sejam tomadas essas medidas, continuaremos tendo problemas nos órgãos que compõem o corpo do país. E, assim, o Brasil continuará doente.

* Economista, com MBA para Executivos e especialização em Governança Corporativa pela Universidade de São Paulo (USP), presidiu a Fundação Banco do Brasil e é a administradora executiva da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente.

 

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O Brasil já cumpriu a maioria dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, mas ainda apresenta dados preocupantes em algumas metas, adverte dirigente da Abrinq

Por Heloisa Helena de Oliveira*

Após uma ampla discussão ocorrida durante a década de 90, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu os Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), definindo metas a serem atingidas pelos países até 2015. O Brasil e outros 190 países se comprometeram com o cumprimento dessas metas.

Acabar com a fome e a miséria, oferecer educação básica de qualidade para todos, promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater a Aids, a malária e outras doenças, garantir qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e estabelecer parcerias para o desenvolvimento formam o conjunto de objetivos acordados com as Nações Unidas.

Em 13 anos, o Brasil avançou muito em relação ao cumprimento de alguns destes objetivos. O primeiro deles, por exemplo, já foi cumprido. De 2001 a 2011, a população com renda domiciliar per capita até US$ 1,25 por dia caiu de 14% para 4,2%, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Algumas ações do governo, que fazem parte do Plano Brasil Sem Miséria, foram responsáveis pela redução das taxas de pobreza extrema em nosso país. Nesse contexto, é importante destacar o papel do Programa Brasil Carinhoso, criado em 2012, que modificou um pouco a lógica de funcionamento do Bolsa Família e é destinado às famílias com pelo menos um filho de até 15 anos, numa perspectiva de atenção integral, envolvendo aspectos do desenvolvimento ligados à educação, à saúde e à renda.

As estatísticas públicas mostram que outros objetivos propostos pela ONU foram parcialmente alcançados. A meta proposta para o Objetivo 2, que tratada universalização do ensino fundamental e médio, foi alcançada, mas a educação infantil ainda é um grande desafio – assunto que já abordei nesta coluna. Somente 23,5% das crianças de até três anos frequentavam creches em 2010 e a situação continua muito preocupante, seja em grandes metrópoles, seja em pequenos municípios. Além disso, a educação, em todo o país e de forma geral, ainda está muito aquém do que se pode chamar de educação de qualidade.

Na mortalidade infantil, de que trata o objetivo 4, a meta proposta é de, até 2015, reduzir em dois terços a taxas existentes em 1990, o que foi alcançado quando se observam os dados nacionais. No período entre 1990 e 2011, houve uma redução de 69,6% na mortalidade na infância (crianças de 0 a 5 anos), tendo passado de 53,7 óbitos para cada mil nascidos vivos para 16,3. Na mesma época, houve redução de 71,3% na mortalidade infantil (crianças menores de um ano), caindo de 47,1 óbitos para cada mil nascidos vivos para 13,5.

Contudo, apesar dos esforços do governo federal, essas taxas equivalem a uma média nacional, que não corresponde à realidade de muitos estados do país, como o Amapá, que chega a taxas de 19,8 óbitos por mil nascidos vivos, quatro pontos acima do Objetivo 4. A região do semiárido nordestino, por exemplo, continua com índices superiores a 20 ou mais óbitos por mil nascidos vivos.

Esse é o retrato das grandes desigualdades que ainda existem no Brasil: enquanto o Sul e o Sudeste contam com indicadores gerais mais próximos das metas alcançadas, as regiões Norte e Nordeste sofrem com a falta de saneamento, com mortes infantis e maternas que poderiam ser evitadas, bem como possuem mais dificuldades no acesso à educação de qualidade.

Mas o grande desafio para o Brasil no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio é o Objetivo 5, que tem como meta reduzir a mortalidade materna e melhorar a saúde da gestante. Esse, infelizmente, nem nos números globais, nosso país está conseguindo avançar e a meta proposta pela ONU está longe de ser atingida. Segundo dados do Datasus, em 1990, a razão de mortalidade materna era de 141 por 100 mil crianças nascidas vivas. Essa taxa caiu quase dois terços até 1996, mas voltou a subir, atingindo 60,6 óbitos por 100 mil crianças nascidas vivas em 2010. Essa proporção é praticamente o dobro do que está proposto como meta para o Brasil.

No caso da mortalidade materna, a questão é agravada por conta da subnotificação dos óbitos, pois muitos municípios não informam adequadamente os dados, além de não contar na tabela do Datasus, as informações de todas as cidades brasileiras.

Apesar desses grandes desafios, podemos dizer que avançamos muito e que a definição dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio levou a um maior engajamento dos governos na busca de soluções e, com isso, muitas famílias, crianças e adolescentes saíram da miséria, tiveram acesso à escola, e informações sobre o combate e prevenção de doenças e da mortalidade. Estamos perto do término do prazo para o cumprimento dos Objetivos da ONU e o mundo já está construindo uma agenda de desenvolvimento para depois de 2015.

Olhando para o futuro, é importante garantir investimentos públicos para reduzir as desigualdades sociais, para uma educação pública de qualidade e promover melhorias no sistema de saúde. O poder Legislativo tem um papel importante na regulamentação das políticas e para assegurar recursos para a educação, saúde e proteção das famílias, com atenção especial aos idosos, crianças e pessoas com deficiência que necessitam mais atenção das políticas públicas. E nós, da sociedade civil, temos que exercer o controle social e pressionar os governos em todos os níveis para que os desafios sejam superados.

 

* Economista, com MBA para Executivos e especialização em Governança Corporativa pela Universidade de São Paulo (USP), presidiu a Fundação Banco do Brasil e é a administradora executiva da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente.

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Em Maringá, projeto nacional ganha adesão de profissionais da área de Odontologia, que se dispõem a atender gratuitamente

Quando tinha apenas três anos de idade, o garoto Erick Roberto Gomes, que mora com os pais na Zona 2, em Maringá, sofreu uma queda enquanto se divertia em um brinquedo de rodar. Por ter batido a boca no acidente, o menino acabou tendo problemas com um dente. Sem condições financeiras para levá-lo a um dentista, a mãe Dailce Gomes, 29, apelou para a ajuda de familiares. Atualmente, uma consulta particular custa entre R$ 100 e R$ 150.

No entanto, uma dose errada de um medicamento durante o tratamento fez com que Erick precisasse novamente de ajuda, pois, segundo a mãe, o dente estava se “esfarelando” a cada nova escovação. Passada a situação, hoje com sete anos, o garoto nunca mais passou um atendimento odontológico.

“Ele voltou a reclamar de dor e também tem outros problemas, como as cáries, que precisam ser tratadas”, conta Dailce. Ao saber que o Lar Escola da Criança de Maringá encaminhava crianças e jovens carentes para atendimento médico e odontológico, a mãe entrou em contato com a instituição e depois de ser encaminhado por uma psicóloga, o menino está prestes a ser consultado.

Trata-se do programa “Adotei um Sorriso”, da Fundação Abrinq, que começa a dar os primeiros passos em Maringá. Vale ressaltar que este não o único projeto com o qual o Lar Escola trabalha na cidade. “Realizamos em torno de dez atendimentos mensais, mas ainda é o começo. Nós, enquanto profissionais liberais, atendemos as crianças carentes até atingirem a maioridade em nossos próprios consultórios ou tentamos encaixar em alguma clínica universitária”, explica a dentista e coordenadora do projeto na região de Maringá, Maria Paula Jacobucci Botelho.

Segundo ela, a intenção é ampliar o atendimento para outras áreas da saúde, como a Psicologia e a Nutrição, conforme já vem sendo feito em outras regiões do País. “Recentemente, participei de um encontro nacional e voltei com várias ideias para tentar engajar mais profissionais para realizar este tipo de atendimento [voluntário] por aqui”, afirma a coordenadora.

Maria Paula lamenta o fato de a Odontologia ainda não ser amplamente atendida na rede pública de saúde. “É aí que se dá a importância de iniciativas como essa, porque acabam preenchendo uma lacuna e atendendo pessoas que não teriam condições de custear um tratamento particular”, acredita.

“Eu me realizo fazendo isso. Vejo a satisfação no rosto das pessoas e sinto a alegria por parte dos pacientes e familiares”. Afinal, fazer o bem ao próximo é fazer o bem a si mesmo.

SOLIDARIEDADE EM ALTA
Rede do bem O profissional que quiser aderir ao projeto pode contatar a Maria Paula Jacobucci Botelho, através do telefone (44) 9973-9319

Serviço Para mais informações sobre o atendimento do projeto, , procure o Lar Escola da Criança de Maringá, que fica na Rua Martin Afonso, 1.441, Jardim Novo Horizonte. O telefone é o (44) 3227-3030

Iniciativa já atendeu 212 mil

Adotei um Sorriso é um programa que promove a ação voluntária para a melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Para isso mobiliza profissionais liberais como dentistas, nutricionistas, médicos pediatras, entre outros que queiram se dedicar voluntariamente, atendendo uma ou mais crianças e/ou adolescentes em seu consultório, ou desenvolvendo uma ação de saúde preventiva na organização social. Conforme dados da Fundação Abrinq, de 2012, o projeto “Adotei um Sorriso” está presente em 79 municípios brasileiros, em 23 Estados. Já são mais de 212 mil crianças e jovens carentes beneficiados com atendimento médico desde o início do programa. Ainda segundo a fundação, no ano passado 1.997 profissionais da saúde participaram do projeto.

Por Ederson Hising, em O Diario

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A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população. A adoção dessas políticas e ações deverá levar em conta as dimensões ambientais, culturais, econômicas, regionais e sociais. É dever do poder público respeitar, proteger, promover, prover, informar, monitorar, fiscalizar e avaliar a realização do direito humano à alimentação adequada, bem como garantir os mecanismos para sua exigibilidade, segundo o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

A nutrição é base para o desenvolvimento humano e merece atenção desde os primeiros estágios da vida intrauterina, prolongando-se por toda a infância e pelas diferentes fases do ciclo da vida.

O Relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, Situação da Infância Brasileira em 2001 afirma: “O Brasil, apesar dos avanços, ainda deve superar grandes desafios para garantir o direito das crianças”. Todas as dificuldades a serem enfrentadas afetam mais diretamente as crianças, principalmente nos seus primeiros anos de vida. Nesta perspectiva, o Comitê Permanente de Nutrição do Sistema das Nações Unidas – SCN/ONU, na 32ª Sessão, realizada no Brasil, em março de 2005, definiu, como linha prioritária de atuação, estimular os países a incorporarem as prioridades alimentares e nutricionais, visando o alcance das Metas de Desenvolvimento do Milênio, sob a perspectiva do Direito Humano à Alimentação Adequada.

É fundamental considerar que a alimentação da criança, desde o nascimento até aos dois primeiros anos de vida, tem repercussões ao longo de toda a vida do indivíduo. Sabe-se que a prática do aleitamento materno exclusivo, até seis me­ses de idade, é capaz de nutrir adequadamente as crianças. Porém, a partir desse período, a introdução de uma forma adequada de alimentação complementar é importante, não só para garantir um crescimento e desenvolvimento ideal, na infância, mas na promoção da saúde, deste grupo, com o intuito de prevenir doenças futuras.

Na infância e na adolescência isso não é diferente. Garantir o acesso ao alimento adequado é componente essencial da estratégia global para assegurar a alimentação de uma população, cabendo isso aos profissionais de saúde, às políticas governamentais adequadas e à participação da sociedade.

Prof. Dra. Marselle Bevilacqua Amadio
Docente, Pesquisadora e Supervisora de Estágios Bacharelado em Nutrição Centro Universitário Senac Santo Amaro Senac São Paulo

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A prática de esportes é fundamental para a saúde e bem-estar das crianças e adolescentes, pois além dos benefícios físicos, desenvolve valores fundamentais como autoconfiança, inclusão social, o trabalho em equipe e o respeito pelo próximo.

Na infância e adolescência essas atividades ganham grande importância para o desenvolvimento, mas devem ser antes de tudo, um prazer, uma brincadeira, o momento de encontrar os amigos, se divertir e, junto com isso, aprender uma modalidade esportiva. Há ainda vantagens como a prevenção de doenças cardíacas, diabetes, obesidade e outros males crônicos que aparecem na idade adulta, mas iniciam-se muitas vezes na infância.

No entanto, é fundamental que a prática esportiva seja orientada por profissionais de forma correta e saudável para que não haja problemas que atrapalhem o desenvolvimento e o desempenho das crianças e adolescentes.

Nesse aspecto, a Fisioterapia Esportiva é uma área que compõe a Medicina Esportiva e tem o objetivo de atender não apenas atletas, mas qualquer indivíduo que se submete a uma atividade física seja regular ou esporadicamente, utilizando diversos métodos e recursos que visam à prevenção e tratamento de lesões provocadas pela atividade intensa, muitas vezes de grande impacto, necessária para a prática esportiva.

Com esse grupo tão especial, o trabalho da Fisioterapia Esportiva visa atender desde as necessidades básicas de atenção primária, com o objetivo principal de evitar lesões e proporcionar sensação de prazer e alegria durante as atividades, sem esquecer-se de promover o fortalecimento de articulações e músculos, orientar sobre os cuidados com postura e consequentemente implantar medidas de redução dos efeitos da fadiga, e desenvolver habilidades motoras específicas; até a atenção terciária, ou seja, de tratamento e reabilitação de lesões decorrentes do esporte acompanhando esses pequenos até o início do processo de reinserção nas práticas esportivas.

Elusa Cristina de Oliveira
Fisioterapeuta e Mestre em Biologia Celular e Estrutural
Coordenadora do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Senac

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Por Vanessa Medeiros Acras, nutricionista do Centro de Recuperação e Educação Nutricional – Vila Mariana, organização que integra a Rede Nossas Crianças da Fundação Abrinq – Save the Children

No dia 31 de agosto, é comemorado o dia do nutricionista. Esse profissional vem ganhando mais espaço e abrangência na sua atuação, pois é cada vez mais constante a necessidade deste nas diversas áreas de saúde e alimentação.

O Nutricionista exerce um papel fundamental na vida em sociedade, contribuindo para melhoria na saúde do indivíduo e da coletividade. Ele interpreta fatores culturais, biológicos e sociais, a fim de melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

No CREN – Centro de Recuperação e Educação Nutricional, os nutricionistas atuam em diferentes áreas como ambulatório, hospital-dia e comunidade, no tratamento de crianças e adolescentes com subnutrição, sobrepeso e obesidade e suas famílias, principalmente aquelas que se encontram em dificuldades socioeconômicas nas comunidades de São Paulo.

Os nutricionistas do CREN entendem que existem outros aspectos a serem considerados no tratamento de uma criança com desvio nutricional, que esta situação não é definida tão somente por questões alimentares, e o atendimento nutricional não se limita à ingestão, qualidade e quantidade de alimentos e nutrientes. São considerados também os aspectos psicossociais, os fatores emocionais, o ambiente em que vivem e os relacionamentos dessas famílias.

Essa visão global sobre os indivíduos permite um olhar mais profundo e abrangente da realidade, a identificação de seus patrimônios e não somente de suas carências o que faz com que direta ou indiretamente as pessoas atendidas tenham não somente sua saúde beneficiada, mas sejam sujeitos de transformações em suas famílias e comunidades.

O trabalho envolve intervenções em saúde e ações educativas, como oficinas de educação nutricional e visitas domiciliares. Nessas ações são sempre considerando as reais necessidades da criança e sua família, assim a intervenção se torna mais eficiente e os resultados duradouros.

Dessa forma, o profissional nutricionista do CREN tem como objetivo além de melhorar o estado nutricional e condição de saúde das crianças e adolescentes atendidos, proporcionar a estes e seus familiares, a descoberta da esperança, que é possível sim, enfrentar as dificuldades e superá-las, promovendo melhorias em todos os aspectos de suas vidas.

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